By Mariana Sampaio, LMHC, MSW · Founder, Mind Over Matters Institute · RO-DBT & DBT specialist
Falar sobre as próprias emoções é difícil em qualquer idioma. Fazer isso num segundo idioma — com alguém que não conhece a sua cultura — é ainda mais difícil. Para muitos imigrantes e adultos biculturais, é exatamente essa dificuldade a mais que faz com que nunca se sintam de fato compreendidos na terapia.
O sentimento mora na língua materna
Há um motivo para você contar, xingar e sonhar na sua primeira língua. As palavras com as quais você aprendeu a sentir carregam um peso que a tradução não carrega. Quando a terapia acontece só num segundo idioma, cobra-se um imposto de tradução silencioso sobre cada frase — e parte da verdade se perde no caminho. Terapia na sua língua tira esse imposto. Você diz a coisa do jeito que ela realmente é, e é acolhida ali.
O peso que um segundo idioma não segura
Para quem vive entre culturas, o material mais difícil costuma ser justamente esse entre-lugar: a culpa de ter deixado a família para trás, o luto de uma vida recomeçada, a pressão de "dar certo", a identidade que não cabe inteira em nenhum dos dois lados. Isso não é assunto secundário — muitas vezes é o centro do trabalho.
Cultura não é enfeite — é informação
Uma boa terapia intercultural trata a sua história como informação essencial: como a sua família se relaciona com a emoção, o que significa "ser forte" de onde você vem, o que a vergonha e o orgulho representam no seu contexto. Uma terapeuta que viveu entre mundos escuta o que alguém bem-intencionado, mas de fora, pode não perceber.
Um cuidado que encontra você onde você está
Na Mind Over Matters oferecemos terapia em português, espanhol e inglês — além de coaching em farsi — 100% online em todo o estado de Washington. Atendemos com convênio Premera Blue Cross, First Choice Health, Aetna e Cigna. Você não deveria precisar se traduzir para ser compreendida. Conheça a terapia em português.